Atualmente, páginas de blogs de empresas ou associações se consolidaram em todo o mundo como a principal fonte de campanhas de link building no mundo. De acordo com o relatório Link Building Trends, da BuzzStream, 68% dos profissionais de SEO afirmam priorizar esse formato na hora de referenciar a sua organização como fonte de um determinado conteúdo.
O levantamento, de abrangência internacional, aponta que a preferência está ligada à capacidade dos blogs de reunir conteúdos de longa duração, pesquisas originais e recursos que costumam ser citados por veículos de imprensa e criadores de conteúdo. A reportagem ouviu a agência Rank Certo (rankcerto.com.br) e analisou se o movimento se repete no Brasil.
Por que blogs dominam as campanhas de link building?
Na prática, a leitura do dado da BuzzStream mostra que jornalistas tendem a dar backlinks (ou seja, referenciar um site), de ativos linkáveis em blogs com dados próprios, peças visuais (gráficos, mapas, infográficos) e recursos “evergreen” (guias e referências técnicas que continuam úteis no tempo).
Esses formatos tendem a receber menções orgânicas, ampliar o alcance por buscas e redes e, quando bem referenciados, sustentam um fluxo recorrente de backlinks.
Do ponto de vista de risco regulatório de SEO, blogs também oferecem um ambiente editorial mais controlado para evitar práticas que colidem com as políticas anti-spam do Google. Desde 2024, o buscador endureceu a supervisão contra conteúdo escalado de baixa qualidade e abusos de reputação de sites, elevando a barra para aquisições artificiais de links e exigindo contextos reais e úteis para o usuário.
O que dizem os especialistas?
Para a Agência de Link Building Rank Certo, o predomínio dos blogs é menos um modismo e mais um ajuste às regras do jogo. A avaliação é que:
- Pitchability: reportagens e newsletters aceitam melhor artigos com dados, metodologia clara e fontes, estando mais próxima do padrão jornalístico com uma fonte com evidência verificável;
- Relevância contextual: textos de blog permitem encaixe semântico (tema, público, intenção de busca) superior ao de páginas comerciais; o link “faz sentido” para quem lê;
- Manutenção de ativos: posts podem ser atualizados (versões 2024/2025, novas séries históricas), preservando o histórico de backlinks sem quebrar URLs;
- Compliance: é mais simples demonstrar aderência às políticas anti-spam quando o link nasce de conteúdo informativo e não de trocas artificiais;
- A agência recomenda às marcas brasileiras rotinas editoriais com entregas mensais de pesquisa, guias e benchmarks.
Brasil: tendência se repete?
Não há um censo nacional específico de “páginas mais linkadas”, mas os Panoramas RD Station 2025 mostram que “formulários em sites ou blogs” continuam entre os canais de geração de demanda mais citados pelas empresas brasileiras.
O dado sugere que o blog segue como hub de conteúdo e captação. Portanto, o ativo natural para onde apontam as iniciativas orgânicas e de relações com a mídia. A literatura setorial brasileira também reforça o vetor qualitativo do link: guia técnico, material perene e contextualização valem mais do que volume
Manuais de referência adotados por times locais descrevem o ambiente atual como menos tolerante a guest posts e compras de links e mais dependente de conteúdo útil, o que, na prática, recai sobre o blog corporativo.
Impactos para empresas e marcas
- Planejamento editorial:
Trate o blog como ativo de relações públicas. Calendários trimestrais com pesquisas originais, guias evergreen e visualizações de dados elevam a chance de citação orgânica e facilitam abordagens junto à imprensa e aos criadores.
- Métricas de risco e de valor:
Em vez de “contar links”, monitore contexto do link, tráfego de referência, palavras-âncora naturais e aderência às políticas; updates recentes do Google reduzem o efeito de esquemas artificiais e podem neutralizar ganhos que não sejam sustentados por qualidade.
- Arquitetura e manutenção:
URLs estáveis, páginas canônicas e atualizações editoriais preservam histórico de backlinks e evitam “404” que desperdiçam autoridade.
- Operação integrada:
No Brasil, o blog cumpre dupla função: atração orgânica e captação (via formulários), reforçando a necessidade de SEO + Conteúdo + PR trabalharem em conjunto.
A fotografia internacional da BuzzStream de que quase 70% dos SEOs priorizando blogs nas campanhas de link building é consistente com o cenário técnico e regulatório do momento: links nascem de conteúdo útil. No Brasil, onde o blog segue peça central do funil, a estratégia tem aderência e ganha eficiência quando orientada por dados, compliance e cadência editorial.
Entender a tendência global e traduzir para a realidade brasileira, combinando pesquisa própria, formatos perenes e narrativas visuais. É o caminho para marcas conquistarem backlinks sustentáveis, sem atrito com as políticas dos buscadores.
